terça-feira ,20 agosto 2019
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Associação critica ausência de gays em campanha de Carnaval feita pelo Ministério da Saúde

Entidade também destacou a omissão as pessoas transexuais 

A Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA) criticou a ausência de homossexuais e demais homens que fazem sexo com homens na campanha de prevenção à Aids do Ministério da Saúde, que será veiculada no período do Carnaval.

A entidade, que reúne pesquisadores e integrantes de organizações não governamentais da área de prevenção à infecção e apoio a portadores do vírus, observa que seria importante um olhar para o grupo de maior vulnerabilidade. Dados do Ministério da Saúde indicam o maior número de casos da infecção por HIV entre o sexo masculino foi registrado entre homossexuais.

Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vetou peças que fizessem alusão a esse grupo e preferiu um tom “mais genérico” na campanha.

A ABIA, no entanto, mesclou as críticas com alguns destaques positivos. Entre eles, a ênfase para o uso do preservativo.

Com o mote “Pare, pense e use a camisinha”, a campanha se inspira na música  Jenifer, de Gabriel Diniz, e traz o slogan “Não importa se seu nome é Jennifer, João, Jéssica ou Jorge, use a camisinha. “Após declarações de integrantes do novo governo que a educação sexual e prevenção seriam assuntos do campo privado e familiar, a ABIA recebe com satisfação uma campanha trata a sexualidade com um perfil mais aberto”, afirma a associação, em nota.

Além da campanha, foi lançada uma embalagem de preservativos distribuídos pelo SUS com uma imagem que remete ao botão de ligar de aparelhos eletrônicos, também elogiada pela associação.

A ABIA chamou atenção ainda para a omissão de demandas relacionadas às pessoas transexuais. Como o jornal O Estado de S. Paulo revelou, no início de janeiro, a cartilha de prevenção para homens transexuais foi retirada de circulação, sob a justificativa de conter uma série de incorreções. Somente dias depois ela foi colocada novamente no site do Ministério da Saúde, mas sem ilustrações polêmicas.

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