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Brasilienses adiam decisão de engravidar

Estudo da Codeplan, assinado pela socióloga e demógrafa Ana Maria Boccucci, mostra queda no número de mulheres que optam por ter o primeiro filho entre 15 e 29 anos

Jade Abreu e Samira Pádua, da Agência Brasília

6 de maio de 2016 – 10:35

Foto: Tony Winston/Agência BrasíliaSocióloga e demógrafa da Codeplan responsável pela pesquisa, Ana Maria Boccucci
Socióloga e demógrafa da Codeplan responsável pela pesquisa, Ana Maria Boccucci

Atualizado em 6 de maio de 2016, às 12h47

O porcentual de crianças nascidas de mulheres de 35 a 39 anos em 2013 era de 12,86% e não 12,68%.

Muitas brasilienses estão priorizando os estudos e a carreira e adiando o projeto de maternidade. Dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) mostram que, de 1996 a 2013, o número de mulheres entre 15 e 29 anos que engravidaram do primeiro filho caiu de 39% para 23%. Enquanto isso, a porcentagem daquelas que concluíram mais de oito anos de estudo saltou de 69% para 97% entre 2000 e 2013.

Em 1996, 20,12% das crianças nascidas em Brasília eram de mães de 15 a 19 anos — em 2013, a quantidade caiu para 12,91%. A queda se repetiu para o grupo de 20 a 24 anos, com a diminuição em quase 10 pontos porcentuais.

As mães de 30 a 34 anos, que eram responsáveis por 14,93% dos bebês nascidos, passaram para 24,31%. O aumento também é percebido em mulheres de 35 a 39 anos: 5,58% das crianças nascidas eram de mães dessa faixa. O número, em 2013, passou para 12,86%.

Primeiro filho
Quando o trabalho analisa a evolução percentual, na faixa de 30 a 49 anos, o estudo mostra queda de cinco pontos porcentuais no que diz respeito àquelas de 30 a 34 anos (de 75,42% para 70,01%) e aumento de cinco pontos porcentuais das com idade de 35 a 39 anos (de 20,34% para 25,86%). “Desde 1996 que a gente observa um crescimento dessas mães optando por ter os filhos depois dos 30 anos. Observamos que há um crescimento [no grupo] de 35 para 39 anos, ou seja, a mulher está postergando um pouco mais”, destaca a socióloga e demógrafa da Codeplan responsável pelo estudo, Ana Maria Boccucci.

Escolaridade
O levantamento revela um aumento da escolaridade entre as que tiveram filhos a partir dos 30 anos. Em 2000, 28,9% tinham de 12 anos ou mais de estudo — o porcentual cresceu para 71,67% em 13 anos.

Consequentemente, a quantidade de mães com até três anos de estudo caiu de 9,66% para 0,49% em relação ao mesmo período.

Tipo de parto
As mulheres com mais de 30 anos têm optado pelo parto cesáreo em vez do normal. Em 2000, a cesariana já correspondia à maioria (59,49%) dos partos, mas, em 13 anos, a quantidade saltou para 79,71%.

Segundo a Codeplan, à medida que as mães optam por ter filhos com mais idade, há maiores riscos para ela e para a criança, o que justifica a preferência em fazer o parto cesáreo.

Participaram da apresentação do estudo, pela Codeplan, a gerente de Demografia, Estatística e Geoinformação, Cristina Rossetto, e o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Bruno de Oliveira Cruz; além da professora do Departamento de Estatística da Universidade de Brasília (UnB) Ana Maria Nogalez.

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