domingo ,21 Janeiro 2018
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Dilma chama ministros enquanto Senado debate impeachment

Presidente pretende ficar nesta quarta-feira na residência oficial.
Mais cedo, no Planalto, ministros fizeram balanço de suas áreas.

 

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Após passar a manhã desta quarta-feira (11) reunida com seu assessor especial Giles Azevedo no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff decidiu convocar parte de seus ministros mais próximos para uma reunião no início da tarde na residência oficial da Presidência.

A expectativa é que participem do encontro os ministros Jaques Wagner (chefe de gabinete) eJosé Eduardo Cardozo (Advogacia-Geral da União), dois de seus principais conselheiros políticos.

O plenário do Senado deve decidir ainda nesta quarta-feira, em votação no plenário principal da Casa, se instaura ou arquiva o pedido de impeachment de Dilma. Caso a maioria dos senadores decida dar sequência ao processo, a presidente deverá ser afastada do Palácio do Planalto por até 180 dias e, neste período, o vice Michel Temer assumirá a Presidência.

Na manhã desta quarta, enquanto os senadores se revezavam nos microfones do plenário do Senado para se manifestar sobre o processo de afastamento, o chefe de gabinete de Dilma convocou os 32 integrantes do primeiro escalão para um balanço do governo no Palácio do Planalto. Segundo interlocutores de Jaques Wagner, ele pediu que os colegas da Esplanada dos Ministérios elaborem relatórios sobre o andamento de sua pastas para levar à presidente da República.

Ainda de acordo com assessores de Wagner, os ministros avaliaram no encontro que, já que Dilma pretende se pronunciar sobre a decisão do Senado, seria melhor se ela falasse somente nesta quinta (12). No entanto, ainda não está definido quando ela irá fazer o pronunciamento e nem se a manifestação ocorrerá por meio de cadeia nacional de rádio e TV ou apenas por meio das redes sociais.

Michel Temer

A cerca de 1,3 quilômetro da residência oficial de Dilma, o vice-presidente Michel Temer passou a manhã reunido com conselheiros políticos e parlamentares aliados no Palácio do Jaburu.

A ideia de Temer, segundo assessores do vice, é se manifestar em público somente após Dilma deixar a Presidência, não imediatamente depois da decisão do Senado.

‘Desleais e traidores’

Sem previsão de agenda externa para esta quinta, a presidente pode ter feito seu último evento público antes de um eventual afastamento do Palácio do Planalto nesta terça-feira (10), quando ela participou da cerimônia de abertura da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres em um centro de convenções de Brasília.

Na ocasião, Dilma discursou ao longo de 35 minutos, posou para fotos com várias simpatizantes, recebeu abraços e, em seu pronunciamento, disse que não está cansada da “luta”, mas, sim, dos “desleais” e dos “traidores” (assista ao vídeo acima).

Em seu discurso, ela voltou a afirmar que é vítima de uma “injustiça” e declarou que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o vice-presidente da República, Michel Temer, conduziram uma “espécie moderna de golpe”.

“Quero dizer a vocês que não estou cansada de lutar. Estou cansada dos desleais e dos traidores. Tenho certeza que o Brasil também está cansado dos desleais e traidores, e é esse cansaço que impulsiona a minha luta cada dia mais”, afirmou a presidente na ocasião.

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