domingo ,27 Maio 2018
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El Salvador não reconhece governo Temer e chama embaixadora de volta

 Presidente Salvador Sánchez Cerén diz que há manipulação política.
Ele afirma que não houve comprovação de crime de Dilma Rousseff.

 

Presidente de El Salvador, Sánchez Cerén, discorda do afastamento de Dilma Rousseff. Na foto, ele discursa sobre o aniversário das Forças Armadas do país, no dia 7 de maio. (Foto: Marvin Recinos/AFP)
O presidente de El Salvador, Sánchez Cerén, discorda
do afastamento de Dilma Rousseff. Na foto, ele
discursa sobre o aniversário das Forças
Armadas do país, no dia 7 de maio.
(Foto: Marvin Recinos/AFP)

O presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, disse neste sábado que não reconhece o novo governo do Brasil, encabeçado por Michel Temer, que assumiu a presidência interinamente após a decisão do Senado brasileiro de iniciar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Dilma Rousseff foi afastada do cargo por até 180 dias em meio a acusações de violações às leis de responsabilidade fiscal.

“Tomamos uma decisão de não reconhecer esse governo provisório, porque há uma manipulação política, e vamos mandar chamar nossa embaixadora para que volte ao país”, disse Sánchez Cerén em discurso em um povoado ao oeste da capital.

Dilma foi “suspensa e submetida a julgamento por algo que não se comprovou ser um crime. É uma manipulação política que aconteceu”, disse Sánchez, cujo partido, o ex-guerrilheiro Frente Farabundo Martí para Libertação Nacional (FMLN) tem fortes vínculos com o Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil.

Governos esquerdistas da América Latina têm dito que a líder brasileira é vítima de um golpe de Estado, enquanto o secretário-geral do bloco sulamericano Unasul, Ernesto Samper, afirmou que a suspensão de Dilma afeta a governabilidade democrática no país.

 

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