quinta-feira ,16 agosto 2018
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Ex-servidor fica calado quase todo o tempo em depoimento à CPI da Saúde

Ex-subsecretário de Saúde do DF, Marco Júnior obteve habeas corpus.
Deputados questionaram sobre suposto esquema relatado em áudios.

O ex-subsecretário de de Logística e Infraestrutura da Secretaria de Saúde do Distrito FederalMarco Júnior, apontado de ser o autor de um suposto organograma que indicaria irregularidades na pasta, manteve-se calado na maior parte do tempo em depoimento à CPI da Saúde nesta sexta-feira (5), protegido por um habeas corpus.

Marco Júnior aparece em um áudio da presidente do sindicato dos servidores da Saúde, SindSaúde), Marli Rodrigues, dizendo haver integrantes do alto escalão do governo envolvidos em esquema de corrupção na Saúde, com pagamento de propina de 10% sobre o valor de contratos.

Questionado pelos deputados da comissão sobre irregularidades na pasta, ele afirmou que se reservava “o direito de ficar em silêncio”. Antes do questionamento dos deputados, porém, fez um breve discurso em que contou ter trabalhado no governo do Maranhão como servidor comissionado. Ele disse ter sido convidado para o cargo na Secretaria de Saúde do DF pelo ex-chefe da pasta Fábio Gondim, com quem havia trabalhado no Maranhão.

O ex-subsecratário disse que não sabia que havia sido gravado por Marli. “Fiz minhas ilações e comentei a um grupo que entendia ser restrito. São suposições de notícias passadas de blogs, de anos anteriores, que são de notório conhecimento não só dos distritais, como da população”, declarou.

Manuscrito entregue nesta quinta-feira (21) pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, à CPI que investiga supostas irregularidades na pasta do Distrito Federal (Foto: SindSaúde/Reprodução)Manuscrito entregue pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, à CPI que investiga supostas irregularidades na pasta do Distrito Federal (Foto: SindSaúde/Reprodução)

Hoje, o cargo que ocupava está com Marcello Nóbrega, que é apontado nas gravações como pessoa de confiança do governador Rodrigo Rollemberg e da mulher dele, Márcia. “Em determinados momentos na secretaria, tive desentendimentos com o subsecretário Marcello Nóbrega [então subsecretário de Administração Geral] por questões procedimentais”, relembrou.

Os desentendimentos com Nóbrega se deram “por entender que o procedimento não deveria ser feito daquela forma”. “Acredito que o processo em si já nasceria nulo por questão legal, por eu conhecer a lei”, afirmou, sem dizer a que processo se referia na declaração.

Ao fim da sessão, os paralmentares aprovaram chamar novamente o ex-assessor de imprensa da Secretaria de Turismo, Caio Barbieri, às 10h do dia 17 de agosto. Presente em áudios gravados por Marli, Barbieri não compareceu à CPI nesta sexta porque disse que estava viajando.

Marco Júnior foi chamado para depor novamente às 10h do dia 24 de agosto. A expectativa dos deputados é de que ele aceite dar mais detalhes à comissão, sem recorrer a um habeas corpus.

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