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Indígenas ocupam prédio do Ministério da Saúde em Curitiba

De acordo com a organização do protesto, cerca de 200 índios participam da manifestação que é contra mudanças no atendimento de serviços de saúde para indígenas.

Índios protestam, desde a manhã desta terça-feira (26), na sede do Ministério da Saúde em Curitiba, contra mudanças nos serviços de saúde para indígenas.

Segundo membros da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), cerca de 200 índios participam da mobilização na sede do ministério, no Centro da cidade.

“Os municípios não têm capacidade para fazer esse atendimento. Há muitas aldeias que possuem água tratada e esgoto graças à Sesai”, diz Kretã, membro da coordenadoria executiva da Apib do Paraná.

Segundo ele, os povos indígenas lutam pelo fortalecimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

No último dia 20, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou mudanças na pasta. Dentre elas, a extinção da Sesai.

De acordo com a Apib, a mudança prevê a municipalização dos serviços de saúde para os povos indígenas, o que pode não assegurar a diversidade no atendimento.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde diz que eventuais mudanças de ações de vigilância e assistência à saúde aos povos indígenas ainda estão sendo discutidas.

Ainda, segundo o Ministério da Saúde, não existe medida provisória do Governo Federal que municipaliza os serviços de saúde de indígenas ou modifica a política indigenista. Veja a nota completa abaixo.

Nota do Ministério da Saúde

“O Ministério da Saúde esclarece que a realização de ações na Atenção à Saúde Indígena desenvolvidas pela Secretaria Especial de Saúde indígena (SESAI) é uma das atribuições da pasta e que as eventuais mudanças no desenvolvimento dessas ações de vigilância e assistência à saúde aos povos indígenas ainda estão sendo objeto de análise e discussão.

É importante deixar claro que não existe, no momento, medida provisória do governo federal que modifica a política indigenista do país e municipaliza os serviços de saúde de indígenas.

Cabe ressaltar que não haverá descontinuidade das ações. Para isso, o Ministério tem se pautado pela garantia da continuidade das ações básicas de saúde, a melhoria dos processos de trabalho para aprimorar o atendimento diferenciado à população indígena, sempre considerando as complexidades culturais e epidemiológicas, a organização territorial e social, bem como as práticas tradicionais e medicinais alternativas a medicina ocidental.”

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