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Mesmo ‘sobrando’ R$ 500 milhões em conta, GDF não atingiu nem 60% das metas em saúde em 2016, diz relatório

Tempo de chegada do Samu ficou 169% acima do esperado; mortes de mães e bebês com sífilis superaram programação. Secretaria de Saúde considerou avaliação, assinada por comissão do Conselho Distrital de Saúde, preliminar.

Por Raquel Morais, G1 DF

Trecho de relatório que analisa desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Trecho de relatório que analisa desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Mesmo com quase R$ 500 milhões disponíveis em conta, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal não conseguiu atingir nem 60% das metas estipuladas para 2016: o número de bebês nascidos com sífilis foi maior que o “programado”, assim como o tempo de chegada do socorro do Samu e a espera por radioterapia.

Trecho de relatório que avalia desempenho da  gestão da Secretaria de Saúde em 2016 (Foto: Reprodução)

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde em 2016 (Foto: Reprodução)

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Paralelamente, também fora do “projetado”, não se conseguiu atingir os objetivos de cura de casos novos de tuberculose e Hanseníase, realização de mamografias, cobertura vacinal e investimentos em pesquisa. À reportagem, a Secretaria de Saúde disse que o relatório é preliminar.

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Os dados compõem documento do Conselho Distrital de Saúde. A análise é da última sexta-feira (8) e foi obtida com exclusividade pelo G1. Ela leva em conta relatórios repassados pelo próprio GDF, apontando quais as metas para cada área e o que foi atingido – assim como se a situação é crítica, muito crítica, de alerta ou se o que era esperado foi atingido.

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

No texto, o Conselho Distrital de Saúde reprova a gestão feita pela Secretaria de Saúde em 2016 e afirma que a falta de adaptações a falhas apontadas em anos anteriores (de 2011 a 2015) resultou em “grave prejuízo na qualidade e abrangência da assistência pública no Distrito Federal tanto para o ano de 2015 e por óbvio impactarão os indicadores sanitários de 2017”.

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

O documento faz ainda uma observação: aprova parcialmente os relatórios apresentados pela Secretaria de Saúde, já que isso é necessário para evitar “possíveis restrições a repasses do Ministério da Saúde, que certamente iriam ofertar prejuízos à população do DF”. A Secretaria de Saúde disse que o texto ainda não foi analisado pelo plenário do órgão, que tem 28 membros.

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Trecho de relatório que avalia desempenho da gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Nesta segunda, membros do conselho e da Secretaria de Saúde se reuniram para discutir a possibilidade de mudar a avaliação. A análise é importante porque, depois de enviada aos órgãos competentes – Ministério da Saúde e Ministério Público –, pode ensejar em processos de improbidade administrativa, por exemplo.

Demonstração dos gastos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)Demonstração dos gastos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

Demonstração dos gastos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2016 (Foto: Reprodução)

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