quarta-feira ,15 agosto 2018
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Ministro do Desenvolvimento Social prevê pente-fino no Bolsa Família

Osmar Terra diz que informações do cadastro único serão analisadas.
Conforme o ministro “o Bolsa Família não é uma opção de vida”, disse.

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, afirmou em entrevista exibida na manhã desta terça-feira (17) no programa Bom Dia Rio Grande, da RBS TV, que vai realizar um pente-fino no Cadastro Único do Bolsa Família. Este é o sistema de credenciamento de beneficiários do programa. Conforme o chefe da pasta recém reformulada, a avaliação visa melhorar a percepção do governo sobre quem realmente precisa do benefício.

Em entrevista concedida ao jornal O Globo, Terra disse que o pente-fino poderá provocar o desligamento de até 10% dos beneficiários do programa.

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra (Foto: RBS TV/ Reprodução)
Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário,
Osmar Terra (Foto: RBS TV/ Reprodução)

“Existe um questionário, chamado Cadastro Único, que se faz com cada família que entra, e que tem mais de 100 questões. Mas, no entanto, nós temos que melhorar essa percepção. Esse pente-fino que a gente fala é para ter uma sintonia melhor de quem mais precisa desse programa”, afirmou, dizendo que o governo quer entender porque 50 milhões de pessoas precisam desta renda para não ficarem na miséria.

Apesar das declarações ao O Globo, Terra disse que em um primeiro momento não se cogida a possibilidade de corte. “Não vamos cortar nada agora, mas na medida que for evoluindo, nós vamos cruzar essas informações do cadastro único, uma vez que só é valorizada a renda autodeclarada. A  pessoa diz que tem uma renda e aquilo passa a ser visto como verdade”, afirmou.

Ele disse que a possível economia gerada por esse pente-fino pode gerar investimentos na outra ponta, a de saída, do programa, com a mudança em programas como o Pronatec (O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), bem como medidas de microcrédito.

“O Bolsa Família não é uma opção de vida, as pessoas não podem querer que seus filhos possam viver só do Bolsa Família”, disse, completando a possibilidade do acréscimo em outros programas de microcrédito, de acompanhamento do Sebrae e com o Pronatec. “Hoje o Pronatec está fora da realidade de muitas comunidades”.

Terra afirma que pretende ter um Pronatec mais adaptado à realidade de cada localidade. ”Vem com programa já pronto da universidade, quando deveria se adaptar a situação daquela comunidade, então, tem uma possibilidade de emprego de uma comunidade, e de ter uma renda ali, mas não tem o Pronatec para aquilo. E a pessoa continua parada dentro do bolsa família”.

Com as mudanças ministeriais, as agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passam a ficar sobre o guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Por conta disso, Terra afirma que está sendo analisada a possibilidade de transformar as agências do INSS em pontos de atendimento e informação para beneficiários dos programas sociais, como é o caso do Bolsa Família.

“Nós temos que ser tipo uma central, inclusive de informação, é uma questão que nós estamos avaliando, passo a passo, é uma novidade… não faz nem uma semana que a gente assumiu o ministério, então tem estamos discutindo com o planejamento, com o corpo funcional do INSS, não vamos fazer nada de cima para baixo, vai ser um processo discutido, mas vai ser para ampliar o atendimento social na quela município.  A casa do INSS vai ser do atendimento social, em parceria com a prefeitura em alguns casos, mas a função que tem hoje o INSS vai continuar sendo feito”, afirmou.

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